Preço da energia elétrica tende a um novo equilíbrio

Rafael Herzberg é sócio da Interact Ltda Consultoria em Energia

A análise gráfica do SPOT, da média móvel e do índice de força relativa aponta para um equilíbrio dos preços para este período de inverno na casa de R$ 190/MWh.

É um preço bastante alto considerando o histórico.

Conversas informais com os traders de energia indicam que o preço firme  esperado para o último trimestre de 2012 já deve ceder.

Há uma lista de pelo menos 7 fatores importantes que devem influir nos preços futuros e devem ser considerados nas projeções de quem tem a responsabilidade de tomar decisões sobre contratação de energia:

  1. A entrada da região Norte do país no sistema integrado nacional aliviará custos, pois usinas termelétricas serão substituídas por hidrelétricas
  2. A decisão sobre o cálculo das tarifas relativamente ativos já amortizados
  3. O cumprimento do cronograma das obras que irão ampliar a oferta de energia elétrica
  4. O impacto do aumento da taxa do câmbio nas tarifas de Itaipu
  5. A definição sobre o critério de prorrogação das concessões que estão por vencer nos próximos anos
  6. Os caprichos da natureza – especialmente o regime pluvial –  que influem significativamente no abastecimento dos reservatórios das usinas hidrelétricas
  7. O ritmo de crescimento do PIB

Quanto custa o agregado de energia da sua empresa?

Rafael Herzberg é sócio da Interact Ltda Consultoria em Energia

Saber esta informação é essencial, já que energia é uma das dez maiores contas da lista de custos, sendo frequentemente uma das cinco.

Esta conta pode ser formada por diversas fontes: eletricidade (em suas múltiplas formas de contratação), gás natural, GLP, diesel, e outras. Surge a necessidade de se obter um custo padronizado, para poder acompanha-lo mês a mês e especialmente verificar se a contratação do “portfolio” está indo na direção certa.

Foi pensando exatamente nisto que estamos disponibilizando a planilha Excel™ que usamos para calcular  o custo unitário equivalente de energia dos nossos clientes.

Por cada fonte lançam-se as quantidades, o valor pago por unidade, o seu poder calorífico e o resultado sai automaticamente. Este custo é como se todas as fontes consideradas fossem substituídas por uma equivalente.

A combinação ideal de utilização desta planilha é que o setor técnico-operacional da empresa (engenharia, produção, planejamento, manutenção, etc) assuma para si a incumbência de lançar os dados. Na sequencia e ao obter os resultados, sugere-se que se avalie com o escalão gerencial/diretivo da empresa as alternativas. Verdadeiro trabalho de equipe.

Para obter a sua cópia é fácil e rápido:

Deposite R$ 990
Banco Bradesco
Agencia 1521-0  – Borba Gato
Conta Nº 1178-9
Interact Ltda
CNPJ. 50.862.101/0001-40

Observações:

  • A planilha assim como a NF serão enviadas após comprovação do crédito em conta
  • Indique o CNPJ assim como o e-mail para o qual deverá ser enviada a planilha e a NF
  • Esclarecimentos sobre envio da planilha e faturamento com Ilda Souza  Adninistrativo/Financeiro da INTERACT, das 13h30 às 16h30 ou pelo telefone (11) 5686 5577

 

 

O que você precisa fazer agora?

Rafael Herzberg é sócio da Interact Ltda Consultoria em Energia

Um cenário bastante confuso é o que se pode depreender dos sinais emanados da EPE, ANEEL e MME.

A vontade política é pela redução das tarifas de energia regulada dado que atualmente são das mais caras do mundo.

Ocorre que mais da metade das tarifas são impostos, roubos de energia (“gatos” e “ratos”) e subsídios, que dificilmente serão mexidos. As maiores chances são que as distribuidoras é que terão sua parte diminuída.

Atualmente as distribuidoras já estão investindo abaixo do que seria desejável. Um pedido de aumento da demanda contratada, por exemplo, pode demorar anos, pois em muitos casos não há previsão de investimentos na expansão da capacidade do sistema. Outro sintoma é o aumento paulatino das interrupções não planejadas de fornecimento de energia elétrica.

Reduzir tarifas das concessionárias, neste quadro, é uma temeridade. Esta situação não tem como ser mudada pelo cliente. Mas o que ele pode fazer é mudar sua atitude em relação às fontes de energia que contrata. Estudar alternativas para substituir processos atualmente elétricos por outras fontes. Fazer um “mix”.

No apagão de 2001 os clientes foram colhidos de surpresa pela situação. Hoje, fará sentido tomar a iniciativa para buscar alternativas antes que se chegue a uma situação delicada. Vale frisar que nosso Governo não é do tipo de avisar acerca de um problema futuro. Sempre o Governo está fazendo tudo certinho para que todos sejam atendidos. Acreditar nisto é que está em questão!

Em resumo trata-se de uma transferência de responsabilidades. É o cliente que tem que se preocupar e achar alternativas, pois o Governo e o setor elétrico regulado que engloba a transmissão e distribuição de energia estão na “Pindaíba”.

4 recomendações sobre contratação de energia

Rafael Herzberg é sócio da Interact Ltda Consultoria em Energia

No mundo dos negócios se há uma certeza, é de que mudanças ocorrerão. Elas podem ter um impacto maior ou menor nos resultados conforme a flexibilidade para se ajustar competitivamente às novas realidades. A conta de energia (eletricidade, gás, biomassas, derivados de petróleo) geralmente representa um custo significativo e, portanto deve ser estrategicamente modelada e gerenciada para responder bem às mudanças.

Para obter resultados de excelência o caminho deve incluir o seguinte roteiro:

1º Compor um portfolio com uma boa diversidade de fontes para reduzir a exposição aos riscos de volatilidade de custos

2º Privilegiar a contratação de fontes na forma de custo variável

3º Monitorar em tempo real o consumo físico de cada fonte, os preços correntes do mercado, para proceder mudanças visando otimização de resultados

4º A cada final de mês calcular o custo unitário da energia considerando o conjunto das fontes empregadas para avaliar o desempenho competitivo da gestão realizada

O primeiro passo é conhecer o que tem acontecido no mês a mês, com este custo unitário (item 4º).  Envie as seguintes contas dos últimos 3 meses, por e-mail de retorno e apresentaremos o custo unitário mensal, acompanhado de comentários, gratuitamente, se recebidas neste mês de maio:

  • Energia elétrica apresentada pela concessionária local
  • No caso de consumidor livre de energia elétrica, conta da comercializadora
  • Gás natural apresentada pela concessionária local
  • GLP
  • Óleo combustível
  • Biomassas
  • Diesel

PALESTRA IN-COMPANY: ESTRATÉGIAS DE CONTRATAÇÃO DE ENERGIA EM CURTO E MÉDIO PRAZO

Rafael Herzberg é sócio da Interact Ltda Consultoria em Energia


PANO DE FUNDO

  • A ANEEL mudará o reajuste das tarifas de energia elétrica
  • As alternativas de mercado livre apresentam grande volatilidade de preços
  • Fontes como gás e biomassas surgem potencialmente com competitividade e flexibilidade para uma expressiva gama de aplicações
  • As exigências ambientais crescentes tornam a expansão da oferta de energia elétrica mais cara e demorada
  • A procura por energia acompanha o PIB
  • A matriz energética brasileira vem aumentando a participação de fontes mais caras que a hidrelétrica
  • Os subsídios, os impostos, os roubos (“gatos” e “ratos”) continuarão a custar mais de 50% das tarifas
  • O fim próximo das concessões traz novas perguntas e dúvidas sobre o cenário futuro do setor elétrico
  • Os caprichos do clima têm provocado maior volatilidade nos preços da energia elétrica
  • As bandeiras tarifárias em estudo pela ANEEL trarão novas exigências e mudanças de custos

A NOVA ABORDAGEM NA CONTRATAÇÂO DE ENERGIA

  • Deve considerar as variações do mercado e, sobretudo evitar demasiada exposição à volatilidade.
  • Diversificação de fontes
  • Monitoramento contínuo do mercado para identificar e negociar oportunidades assim que surjam
  • Prazos contratuais e o dilema do que seja uma boa oferta
  • A utilização de ferramentas de avaliação de preços de commodities (preço, média móvel, índice de força relativa)
  • Modelagem de preços incluindo fixo, spot, collar,  combinações
  • Flexibilidades de volume, take or pay ou 100% variável

CASES PARA MOSTRAR DIFERENTES ESTRATÉGIAS

  • Clientes conservadores, balanceados e agressivos
  • Negociação com potenciais fornecedores: envelope fechado, leilões eletrônicos reversos, reuniões sucessivas
  • Perfil do fornecedor de energia a ser contratado
  • Telemetria e gerenciamento em tempo real da contratação
  • O novo papel da alta direção e dos gerentes na contratação de energia

PALESTRANTE

  • Engº Rafael Herzberg (58), sócio consultor da INTERACT
  • Liderou a contratação de energia no mercado livre para seus clientes envolvendo mais de R$ 500 Milhões acumulados
  • Clientes brasileiros e multinacionais,  espalhados pelo Brasil , de tamanhos entre 0.5 e 50  MW e praticamente de todos os ramos de atividade
  • Conhece os players do mercado: as concessionárias, os comercializadores, o regulador e uma variedade de estilos de gestão dos clientes
  • Transita facilmente nas diretorias, conselhos e com os colaboradores das operações dos clientes
  • Pode palestrar em português ou inglês

PALESTRA

  •  2 h expositivas e mais até 1,5 h para debates
  • Apresentada em PowerPoint
  • Arquivo com a palestra será entregue no dia da apresentação
  • O cliente deverá disponibilizar micro com PowerPoint instalado e data show

INVESTIMENTO

  • R$ 3 Mil
  • Pagamento em 7 dias após apresentação e entrega da NF, para palestras na cidade de São Paulo e pagamento antecipado (incluindo despesas de viagem) para outras localidades
  • Despesas de viagem para palestras fora da região da região metropolitana de São Paulo serão cobradas a parte a razão de R$ 1,6/km de distância (mapa Google) do escritório da Interact (SP) à localidade
  • Validade desta proposta é para contratação até 15 de junho e para apresentação da palestra até o final de agosto de 2012
  • Para definição de data da palestra, indicar localidade desejada (endereço) e três dias de sua preferencia para que confirmemos uma

INFORMAÇÔES

O que está acontecendo com os preços da energia elétrica?

Rafael Herzberg é sócio da Interact Ltda Consultoria em Energia

Esta pergunta tem sido repetida em todas as reuniões em que participo. E…com razão!

O SPOT se descolou significativamente do padrão do ano passado. Subiu às alturas e tem lá se mantido.

Entenda melhor o momento muito particular dos preços da energia elétrica, analisando o gráfico abaixo, que preparei para você, caro leitor.

Se estes parâmetros como média móvel e índice de força relativa forem “bichos estranhos” solicite uma reunião para aprender o que significam e especialmente como usá-los a favor de suas decisões de contratação de energia.

Portfólio de energias: a nova e poderosa estratégia competitiva para empresas

Rafael Herzberg é sócio da Interact Ltda Consultoria em Energia

Desde que a energia elétrica brasileira se tornou das mais caras do mundo, empresas e organizações precisam novas soluções, mais competitivas. E a boa notícia é que elas existem!

A tradição no Brasil sempre foi a de o Governo emitir sinais por meio de tarifas para estimular o mundo corporativo a mudar. Na década de 80 foi a EGTD (Energia Garantida por Tempo Determinado), tarifa que viabilizou a substituição de derivados de petróleo por eletricidade em uma grande variedade de processos (fornos, tratamentos térmicos, caldeiras, etc). Na década de 90 a Energia Temporária  estimulou clientes que empregavam geração de ponta a diesel a substituir por energia elétrica. Nos anos 2000 veio a fonte incentivada para que empresas consumidoras de menor porte migrassem para o mercado livre.

Mais recentemente surgiram outras fontes, independentemente de estímulos do Governo, que podem compor com a energia elétrica para formar um pacote mais competitivo e  flexível. A diferença mais importante desta nova etapa é que é o cliente que precisa tomar a iniciativa de modelar o portfolio. Neste cenário surge o gás natural, o gás liquefeito de petróleo, biomassas, geração local (base, ponta, emergência), migração para tensão mais elevada entre outras.

A contratação de múltiplas fontes, formando um portfólio, pode e deve trazer importantes benefícios para o cliente. Por outro lado exige mais conhecimento, pois a modelagem e gestão do portfolio passa a ser importante para harmonizar mensalmente a atividade produtiva com a alocação de volumes  por cada fonte visando naturalmente o mínimo custo.

Conheça as alternativas de soluções de portfólio de energia. É muito fácil. Envie e-mail indicado seu interesse pelo assunto e responderei solicitando as informações necessárias para na sequencia sugerir encaminhamento baseado em práticas consagradas.

 

Quanto custa a qualidade da energia elétrica brasileira?

Rafael Herzberg é sócio da Interact Ltda Consultoria em Energia

O gráfico abaixo, publicado pela ANEEL, mostra a duração das interrupções não planejadas verificadas (colunas laranja) comparadas ao limite regulatório (linha verde) para o Brasil.

Infelizmente houve no período dos últimos 3 anos o inverso do desejado. Os clientes, consumidores da cadeia produtiva do setor elétrico, acabaram por arcar com um custo extra, não explicitamente cobrado nas contas das concessionárias, relacionado a interrupções não planejadas.

Um exemplo da vida real é de uma empresa de transformação, e que opera um processo contínuo, 24 h/dia, 7 dias/semana, quando é submetida a uma interrupção não planejada de 15 minutos, precisa de cerca de 8 horas para se colocar em regime novamente. A energia que deixa de ser consumida nos 15 minutos é de 1 MWh, e custa R$ 200. A produção perdida nestas 8 horas significa um faturamento que deixa de ser realizado de R$ 500 Mil.

Este é um custo oculto, que precisa ser abordado pelos dirigentes do mundo corporativo brasileiro. Com realismo, não há no horizonte do futuro próximo uma sinalização de melhora. Serão necessários grandes investimentos para robustecer as redes de distribuição e com a proximidade do fim dos prazos das concessões, não há motivação por parte dos atuais concessionários – antes pelo menos que tenham clareza sobre o seu futuro e certamente sobre as tarifas a serem estabelecidas pelo regulador.

Fará todo sentido avaliar as alternativas para lidar com esta situação.

 

 

Valeu a pena perseverar! Lições aprendidas.

Rafael Herzberg é sócio da Interact Ltda Consultoria em Energia

Nesta 6ª feira passada recebi telefonema de diretor da AES Eletropaulo informando que a empresa irá realizar a poda de todo o bairro, na Riviera Paulista – cidade de São Paulo.

Desde o ano passado estive em contato com uma lista de “atores” exatamente para que fosse feita a poda assim como manda a regulação:

  • A AES Eletropaulo, no Brasil e a AES Corportation, nos Estados Unidos
  • A Prefeitura de São Paulo
  • A Secretaria do Verde e Meio Ambiente
  • A Agencia Reguladora de Energia

Para os vizinhos do bairro, pareceu um absurdo, que tenha sido tão difícil e demorado como uma gestação e parto. Afinal seria uma obrigação dos “atores” acima listados.

Neste processo recebi perguntas muito interessantes dos meus vizinhos, que por conta da falta de poda, incorrem em prejuízos associados às interrupções não planejadas do fornecimento de energia elétrica da ordem de 10 vezes o limite regulatório, isto além das “piscadinhas” de minutos que ocorrem quase que diariamente.

  • Por que os “atores” não fazem o que é exigido pela regulação automaticamente?
    .
    Conversando com os vizinhos descobri que a percepção prevalente  –  infelizmente –  é que “os atores” embora recebam compensação (via tarifas pagas na conta de eletricidade e impostos) para fazer a poda regularmente, embolsam o valor mas não prestam o serviço. Para que isto seja possível, ponderam, haveria uma tácita aceitação entre eles todos – a exemplo de tantos outros escândalos no Brasil.
    .
  • Qual foi a ação que realmente concorreu para que a poda finalmente fosse colocada na pauta “dos atores”?
    .
    Depois de tantos meses de reuniões, telefonemas, e-mails, protocolos e senhas cheguei à conclusão que o fator principal, foi a inciativa que empreendi junto a AES Corporation, nos Estados Unidos. Pois tinha chegado a um ponto em que os atores brasileiros – um ficava “culpando” o outro, mas nada de resolver.Preenchi um “complaint” no site da empresa, em seguida recebi uma mensagem informando que iriam estudar o assunto. Algumas semanas mais tarde, recebi novamente mensagem que os estudos prosseguiam e que seria contatado pela empresa no Brasil. A AES Corporation foi o único ator deste processo que se preocupou em dar  resposta ao assunto e “fazer acontecer”.

Acredito que agora a poda será realizada “rapidamente”. Manteremos os leitores informados.

Quem é o responsável?

Rafael Herzberg é sócio da Interact Ltda Consultoria em Energia

As fotos abaixo, foram tiradas em 3 de Maio de 2012.  Num primeiro momento o leitor achará que o tema trata da vegetação exuberante no bairro da Riveira Paulista, na cidade de São Paulo.

Quem observar atentamente deverá descobrir que, embutida na vegetação há um poste que ao alto sustenta uma rede de 13 kV e mais para baixo a rede de 220 V além de uma luminária pública. É preciso se esforçar pois o poste está muito bem escondido.

O poste está fincado numa rua pública, que consta dos mapas da cidade de São Paulo. Infelizmente não consegui achar o número que identifica o poste pois a vegetação tomou conta de cima a abaixo.

Apesar de ter avisado por meses a fio,  a AES, a PMSP (MBOI), a SVMA e o representante da ANEEL em SP (ARSESP) não consegui – infelizmente – estimular a ação imediata, que a situação requer, de podar, limpar e desimpedir as redes elétricas de galhos, arbustos e trepadeiras assim como manda a regulação.

A quem recorrer?