Um problema que precisa ser enfrentado

Post 28 Fev 17 R

A tabela construída a partir dos dados publicados pelo Operador Nacional do Sistema e da metodologia INTERACT, mostra o agravamento da oferta de energia hidrelétrica no Brasil.

Um conjunto de fatores está concorrendo para esta situação, cujo resultado em médio prazo é o substancial aumento do preço da energia elétrica.

  • Chuvas em volume menor que o esperado,
  • Capacidade dos reservatórios pequena para mitigar os caprichos da natureza
  • Demanda crescente de consumo de energia elétrica

Isto é claro, se não houver uma inesperada chuvarada que mude todo o quadro. É possível este cenário mas muito pouco provável.

Diante dos fatos, cabe aos executivos que tem a responsabilidade de lidar com a conta de energia elétrica explorar as alternativas para enfrentar os novos tempos que vem aí.

Preços de energia: sinais preocupantes

Post 27 Fev 17

As regiões SE/CO, NE e S – que agregam mais de 90% do consumo nacional de energia elétrica – continuam mostrando trajetória altista do Index INTERACT, enquanto a do N foi ao mínimo!

A situação é preocupante pois nesta época do ano, tradicionalmente a região SE/CO, onde se encontram os maiores reservatórios de água para as usinas hidrelétricas do país, estaria em forte “enchimento”. Não é o que acontece!

O aumento da demanda por energia elétrica e o baixo volume de chuvas nas cabeceiras das bacias hidrográficas estão apontando para um ano difícil pela frente.Em outras palavras: os preços tendem a subir e bem!

Executivos que tem a responsabilidade de tomar decisões, que afetam o futuro das suas empresas, devem agora explorar as alternativas diante deste quadro desafiador. E na sequencia escolher aquelas que mais fazem sentido.

Trata-se de gestão de risco! Ou então, fazer o que manda o nosso perfil cultural: esperar para ver!

O que falta à nossa telemetria?

Post 12 Jun

Todos os consumidores livres tem uma medição de consumo de energia acessível pela internet com log in e senha. É para permitir que a CCEE (Camara de Comercialização de Energia Elétrica) saiba o volume consumido do mês e compare com o montante contratado.

Assim dá para monitorar os consumidores especialmente visando que não estejam “expostos”, ou seja, sem contratos. Faz todo sentido do mundo!

A telemetria é uma ferramenta eminentemente “técnica”. Não só serve para a CCEE mas também para quem lida, pelo lado do cliente, com a gestão dos contratos de energia, para fazer o balanço do fim do mês, e decidir sobre as diferenças entre o contratado e o consumido.

Está mais do que na hora de dar um salto de qualidade na nossa telemetria. Atualmente oferece informações apenas. Vejo um enorme campo para ampliar o escopo da telemetria, incluindo análises, para facilitar os processos decisórios de quem precisa tratar da contratação com um olhar estratégico.

A proposta é sair do perfil atual centrado apenas nos “quesitos regulatórios” para um novo mundo dos “negócios de energia”. Se desejar conhecer mais sobre esta sugestão, não hesite em entrar em contato conosco! Há um mundo inteiro de oportunidades a ser descoberto e explorado!

Preços e tarifas de energia elétrica em alta

Aumento

Silenciosamente há uma importante mudança em curso, caracterizada por 5 pontos principais:

  1. Após 3 anos estagnada, a demanda por energia elétrica já subiu 10% em 2017
  2. Em 12 meses os preços para entrega futura da convencional subiram 27%  e da incentivada 43%
  3. Em 2017 as tarifas serão aumentadas em 7% – além dos reajuste regulatórios – por conta dos passivos do setor elétrico
  4. No final de janeiro de 2017 os reservatórios das hidrelétricas estavam 16% abaixo do mesmo mês em 2016
  5. É bem provável que ao longo de 2017 a bandeira verde dê lugar à amarela e/ou vermelha

Há sinais claros indicando a tendência altista da energia elétrica. Agora caberá a cada executivo explorar as alternativas e escolher aquela que melhor se amolda aos interesses e conveniências de sua organização. Afinal, deixar simplesmente “rolar”, não significa decidir pela melhor alternativa. Muito pelo contrário!

Energia solar: saída tarifária para a curva do pato

duck_graph

O Brasil incentiva a instalação de energia solar através de subsídios – especialmente tributários. Nos eventos ligados a energia, os representantes do setor solar mostram o crescimento exponencial da energia solar nestes tempos recentes e principalmente o enorme potencial de crescimento, medido em GWs!

O resultado prático é uma redução de fornecimento de energia através da rede pública durante o período de insolação e na sequencia um rápido aumento, no final da tarde/início da noite, que tem acarretado a necessidade de novos investimentos, em “geração flexível”.

Na California, este cenário foi batizado de a curva do pato.A duck curve é hoje um tema mundialmente tratado!

Quem deveria pagar pela “geração flexível”,no Brasil? Minha sugestão prática é a seguinte:

  • Os consumidores que instalassem energia solar fotovoltaica teriam que contratar tarifas diferenciadas ao longo do dia
  • Seriam 4 segmentos horários: 1°) plena insolação, 2°) transição para a rede pública, 3°) ponta e 4°) fora de ponta
  • Plena insolação: tarifa para viabilizar o fornecimento através da rede pública em dias de baixa ou nenhuma insolação
  • Transição: a concessionária cobraria uma tarifa para viabilizar armazenamento ou mesmo geradores
  • Ponta e fora de ponta do sistema público será aquela estabelecida atualmente pelo regulador

Com esta modelagem, o cliente que instalasse solar teria o interesse legítimo em instalar geração flexível na transição, aliviando a rede pública de um custo que é de responsabilidade única e exclusiva do sistema solar instalado! E principalmente, não sobrariam custos para os demais consumidores que nada tem a ver com esta instalação!

O que é o one-to-one de TRUMP?

One

Uma mudança importante está começando nos Estados Unidos. Certamente afetará a relação daquele pais com todos os demais, inclusive o Brasil.

Por décadas, os movimentos da diplomacia e das negociações comerciais, estavam centrados na formação de grandes blocos. TRUMP está virando completamente este modelo. Agora, ao que tudo indica, será os Estados Unidos negociando individualmente com cada país.

Para ilustrar, o NAFTA que é o bloco norte americano, incluindo México, Estados Unidos e Canadá deverá ser provavelmente desfeito e os Estados Unidos negociarão individualmente acordos com o México e Canadá.

Isto será bom ou ruim para o Brasil?

Surgirá a oportunidade de descobrirmos quais são os diferenciais que o Brasil pode e deve oferecer aos Estados Unidos e inversamente, como negociá-las para que em contrapartida, sejamos atendidos com uma pauta de produtos e serviços americano que tenham um valor estratégicos significativo para o nosso país.

E dai?

Talvez a grande diferença é que agora será necessário que o Brasil tenha verdadeiramente uma estratégia e não somente adira a este ou aquele bloco. Há uma novo desafio colocado. Para o Brasil prosperar, neste novo cenário, terá que adotar uma postura proativa, com uma clara visão do que deseja e do que pode negociar.

Se de um lado ficou mais difícil, por outro abrem-se novas oportunidades!

Tendencia dos preços de energia

Post 20 Fev 17

Os clientes consumidores de energia localizados nas regiões SE/CO, S e NE estão vendo uma convergência do index INTERACT em torno de 60%. Já para os do N houve uma queda muito expressiva.

A evolução do index INTERACT mostra que, apesar da volatilidade apresentada nestes últimos meses, há oportunidades que devem ser identificadas – e mesmo capturadas – quanto à contratação de energia elétrica livre para entrega futura.

Para mais informações não hesite em entrar em contato conosco, para avançar neste assunto, que pode oferecer grandes economias de custos!

Energia: o que muda com os juros em queda?

Post 17 Fev 17

No ambiente empresarial em que circulo, há uma percepção de que os juros associados aos empréstimos que são tipicamente usados para viabilizar projetos na área de energia, cairão e significativamente.

Equivale a dizer que a geração de energia – seja a tradicional centralizada ou a distribuída – e os projetos de eficiência energética, terão um novo alento no Brasil.

A razão é simples: o custo de amortização dos investimentos serão menores tornando a equação financeira dos negócios bem mais atrativa.

A tabela acima mostra o impacto das taxas de juros em um projeto de geração de energia distribuída (fotovoltaica).

Resta agora aos empresários ganharem confiança neste cenário de “taxas mais baixas vieram para ficar”. Assim, a tomada de decisão por projetos de longo prazo será mais justificável, e, o melhor, um mundo novo de negócios se abrirá no Brasil!

Um detalhe simples mas valioso!

Demanda

A crise que se instalou no Brasil trouxe uma consequência muito comum, notada nas contas de energia elétrica de empresas e instituições. É a maior distancia que separa a demanda registrada (física) da contratada. Esta diferença gera um custo (ociosidade) mas não agrega valor, pois a concessionária cobra pela maior.

Uma saída simples é reduzir a demanda contratada. As economias anuais podem ser bem expressivas! Mas atenção: precisa ser bem calibrada pois de um lado quanto maior for, mais expressiva será a economia. Por outro haverá que considerar a retomada da atividade produtiva para evitar a situação inversa em que se ultrapasse a demanda contratada e multas sejam cobradas.

Achar o meio termo é um trabalho técnico que mira no perfil de demanda do cliente, na expectativa de retomada do consumo e até mesmo na possibilidade de exercer controle físico sobre cargas previamente selecionadas (não prioritárias) visando alcançar e manter resultados bem mais ambiciosos.

O gráfico mostra as demandas registradas de ponta (azul) e de fora de ponta (laranja) ao longo de 2016 de uma indústria de transformação, que sofreu bastante com a crise brasileira.

A demanda contratada (vermelho) foi diminuída a partir de julho, reduzindo assim, significativamente seu custo porém ainda mantendo uma reserva estratégica para acomodar a tão esperada retomada do crescimento dos negócios.

Pirataria não é crime, é economia!

Pirata

Na Rua Santa Efigênia, em São Paulo, conhecida por ser um dos maiores pontos de venda de eletrônicos do país, o alto-falante repete em alto em bom som, a frase que dá título a este artigo.

Há, infelizmente, uma grande semelhança entre o que acontece na Santa Efigênia e no setor elétrico. No setor elétrico há uma ostensiva falsificação. As regras existem, são amparadas por leis e regulações minuciosamente detalhadas. Mas, no mundo real há uma distância enorme entre o escrito e o praticado. Como denominar este estado de coisas senão por pirataria?

Nesta semana o UOL, um dos maiores portais de notícias do país, trouxe uma matéria sobre uma empresa de Santa Catarina, do setor de fabricação de ração animal, que construiu uma fábrica em Goiás, no município de Cristalino, a 130 km de Brasília, no coração agrícola do país, e, espera há um ano para ser abastecida com energia elétrica através da rede pública da CELG.

E daí – alguém liga para isto? Alguém foi formalmente responsabilizado?

A resposta é simples para estas duas perguntas: não. Quando não há mais interlocutores que seguem o respeito às leis, estabelece-se a anarquia. Pirataria é um sinal de anarquia.

Mas há um fator importante a favor da Santa Efigênia. Ninguém está fingindo, como no setor elétrico. Mas que fique claro, sou contra a pirataria! Tanto do setor elétrico como da Santa Efigênia.