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Setor elétrico: por que somos perdulários?

17 de novembro de 2017

Esta gigantesca árvore morreu há alguns meses. Secou e apodreceu. Os galhos (grandes e pesados) começaram a cair, trazendo a cada vez, a rede elétrica ao chão, oferecendo, é claro, perigo.

A história se repete praticamente a cada quinzena. A distribuidora local de energia elétrica é chamada para fazer a “manutenção”, trazendo a rede de volta para os postes.

Teria algo errado nisto?

Quem quiser olhar “o copo meio cheio” argumentará, com razão, que a distribuidora veio rapidamente (em cerca de 3 horas), cumprindo exemplarmente com suas obrigações regulatórias para este tipo de ocorrência.

Para aquele que tiver uma visão mais crítica, descobrirá que a Prefeitura foi avisada da necessidade de remover a árvore dado o perigo que representa. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente foi informada da urgência de autorizar o procedimento. Os Bombeiros esclareceram que somente poderiam atuar após certificarem-se de que não estariam infringindo as normas ambientais.

Ou seja temos uma lista de órgãos, pagos com os impostos, completamente desatrelados de uma realidade de eficiência de uso dos recursos. Objetivamente, o certo, simples e de menor custo:

• Um técnico identificar o perigo que a árvore representa
• Os Bombeiros e a Prefeitura rapidamente remove-la para evitar os riscos à população
• A rede ser restabelecida

Mas a realidade insiste, lamentavelmente, em nos mostrar, que somos perdulários. “Preferimos” que a rede caia múltiplas vezes ao chão, que a distribuidora seja sempre chamada novamente e que os consumidores fiquem muitas horas sem energia elétrica.

É um sistema burro: 1°) não aprendemos, 2°) não melhoramos e 3°) não nos incomodamos com isso.

Sócio Fundador e Diretor Executivo da Interact Planejamentos Técnicos Empreendimentos e Participações Ltda. e responsável pelas áreas de engenharia, marketing e de vendas da empresa.

Gás x eletricidade

16 de novembro de 2017

Em tempos de grande volatilidade dos preços das fontes de energia faz todo sentido avaliar as o custo de cada uma das alternativas disponíveis. Particularmente gás x eletricidade.

Para mostrar através de um exemplo da vida real, segue comparação de aquecimento residencial de água: a gás e elétrica, já que a casa em questão possui aquecedores disponíveis para estas duas fontes. Qual usar?

  • Tarifa de energia elétrica em baixa tensão
    .
    A conta total recebida no mês referida a energia consumida foi de R$ 0,65/kWh
    .
  • O preço do gás
    .
    O botijão de 45kg entregue custou R$ 250
    Cada kg de GLP contém cerca de 11 kWh
    O custo do gás é portanto de R$ 0,51/kWh

A fonte mais econômica é o gás!  A economia é de 22%

Na vida real, para o mundo corporativo, o raciocínio é o mesmo, apenas mudam as tarifas de energia elétrica, do gás natural e, logicamente as condicionantes operacionais para fazer a transição de um para outro em cada mês.

A mensagem é simples e poderosa: valerá a pena permanentemente cotejar as alternativas para sempre tomar a melhor decisão!

Sócio Fundador e Diretor Executivo da Interact Planejamentos Técnicos Empreendimentos e Participações Ltda. e responsável pelas áreas de engenharia, marketing e de vendas da empresa.

Novidade competitiva: Conselheiro de Energia

15 de novembro de 2017

A conta de energia que o mundo empresarial e institucional paga é geralmente um custo Top 10, frequentemente Top 5.  É muito comum que alguém das operações, como um engenheiro de manutenção ou um comprador, cuide desta conta. E nesta linha, a tendência prevalente é a de contratar energia ao menor preço naquele momento da consulta.

Uma oportunidade realmente interessante é colocar em perspectiva pelo menos as 10 perguntas que seguem:

  1. Quais as maneiras estratégicas de abordar o assunto?
  2. Como cada uma delas influi no preço a ser fechado?
  3. Que tipos de preço são passíveis de contratação?
  4. Como formar o portfólio de volumes e preços?
  5. Quando é melhor fechar preços?
  6. Que métricas devem ser empregadas?
  7. Quais as formas de consultar o mercado?
  8. Como fazer arbitragem de preços incluindo outras fontes?
  9. Quem deve dar o viés estratégico da contratação?
  10. Como será o processo decisório?

A proposta para alcançar e manter um novo patamar de competitividade em custos de energia é chamar para perto um Conselheiro de Energia. Sei por experiência, ajudando o ambiente corporativo a contratar mais de R$ 2 Bilhões em energia no mercado livre no Brasil. As oportunidades são incríveis pois as diferenças entre fazer o tradicional e um caminho “estruturado” são enormes.

Sócio Fundador e Diretor Executivo da Interact Planejamentos Técnicos Empreendimentos e Participações Ltda. e responsável pelas áreas de engenharia, marketing e de vendas da empresa.

Contratação de energia: riscos e certezas

Clientes industriais, comerciais e institucionais, afirmam sempre que buscam o “mínimo custo” quando estão diante da necessidade de contratar energia por um novo período.

Mas qual a referência de comparação para avaliar se os preços ofertados pelo mercado estão atrativos? A tendência prevalente do mundo corporativo é a de compará-los com a média história. Mas este procedimento é “fraco” pois equivale a olhar pelo retrovisor, quando o que está em jogo é o futuro.

São duas linhas de pensamento: uma delas ligadas aos riscos e outra a certezas. Conhecê-las é essencial para a boa tomada de decisões.

RISCOS

  • Volatilidade dos preços devido à capacidade pequena dos reservatórios das hidrelétricas
  • Variação relativa dos preços entre fontes de energia passíveis de contratação para cada caso
  • Taxa cambial, já que os investimentos no setor são capital-intensivo

CERTEZAS

  • Regulação frágil e as intempestividades características da gestão oficial do setor elétrico
  • Judicialização em curso seguirá na velocidade de justiça brasileira, medidas em anos
  • Ambiente macroeconômico caracterizado por expressivos déficits orçamentários

Como lidar com cada uma destas variáveis?  Respostas de boa qualidade são a chave para o alcance e manutenção de preços competitivos de energia. É exatamente por isso que quando sou chamado por um novo cliente percebo que há uma enorme variação de preços contratados (de R$ 200 a 350/MWh).

O desafio está lançado! Se desejar fechar por preços realmente atrativos há que percorrer um caminho “estruturado” pois não deveria ser uma questão de “sorte”.

Sócio Fundador e Diretor Executivo da Interact Planejamentos Técnicos Empreendimentos e Participações Ltda. e responsável pelas áreas de engenharia, marketing e de vendas da empresa.

10 constatações e 1 desafio para o setor elétrico

14 de novembro de 2017

A divulgação dos resultados de selecionadas empresas de energia mostra que o setor elétrico pode ser atrativo para os seus investidores! Isto é um ótimo sinal.

Por outro lado para os clientes destas empresas, a conta de energia elétrica está fora de paridade competitiva global. O diagnóstico está muito claro e refere-se a 10 constatações que vem de há muitos anos:

  1. “Gatos” representam uma prática nacional que são incluídos nas tarifas
  2. Incentivos duvidosos que todos acabam arcando
  3. Judicialização que onera as operações de liquidação do mercado livre
  4. A insuficiência sistêmica dos reservatórios das hidrelétricas
  5. O despacho crescente das usinas térmicas (mais caras que as hidrelétricas)
  6. A escolha de fontes intermitentes e mais caras que as alternativas firmes disponíveis
  7. Empresas oficiais de energia má administradas gerando sua sistêmica desvalorização
  8. Dirigentes dos órgão de regulação, planejamento e gestão sem real independência
  9. Inexistência de metas de preços e tarifas a serem alcançados
  10. Complacência com resultados pífios das empresas de energia oficiais e órgãos públicos

Precisamos de uma dose cavalar de criatividade, inovação, honestidade e profissionalismo para dar uma virada no setor elétrico e assim competir globalmente.

Sócio Fundador e Diretor Executivo da Interact Planejamentos Técnicos Empreendimentos e Participações Ltda. e responsável pelas áreas de engenharia, marketing e de vendas da empresa.

Preços futuros @ R$ 300/MWh

10 de novembro de 2017

A realidade nua e crua do setor elétrica:

  • A capacidade instalada de usinas em GW no Brasil é o dobro da demanda máxima nacional
  • A demanda média é de cerca de 80% da demanda máxima
  • Ou seja para cada GW de demanda média há que possuir capacidade instalada de 2,5 GW
  • O investimento em usina é de R$ 5 Milhão/MW instalado e sua vida útil de 20 anos
  • A taxa interna de retorno, realista, para incluir o risco Brasil é de 20% ao ano
  • As usinas térmicas pagam R$ 1/m3 pelo gás natural e outros custos variáveis
  • O rendimento de usinas térmicas (ciclo combinado) é de 50%
  • A matriz é de 70% renovável (hidráulica e eólica) e 30% térmica, em grandes números

O cálculo do preço técnico:

  • O investimento em geração é de R$ 12,5 Milhão/MW médio
  • A amortização é de R$ 0,2 Milhão/mês, que referida a energia produzida é de R$ 260/MWh
  • O custo variável de usinas a gás é de R$ 100/MWh
  • Ponderação : [70% x R$ 260/MWh] + [30% x (R$ 260/MWh + R$ 100/MWh)] = R$ 300/MWh

Resumo: o custo futuro da soma de todas as parcelas medidas em energia é de R$ 300/MWh, cerca de 25% acima do atual patamar.

O mercado pode e deve oscilar ao sabor da oferta e demanda, porém em longo prazo, haverá que tender ao preço técnico, pelo simples fato de que sem uma remuneração razoável, é inviável imaginar que os empreendedores desejarão investir na ampliação da capacidade.

Sócio Fundador e Diretor Executivo da Interact Planejamentos Técnicos Empreendimentos e Participações Ltda. e responsável pelas áreas de engenharia, marketing e de vendas da empresa.

Preços futuros: riscos e incertezas

8 de novembro de 2017

No mundo empresarial e institucional, os processos decisórios que envolvem contratação de energia são importantes pois está em jogo um valor financeiro expressivo.

Que preço pode ser considerado atrativo? A resposta depende dos riscos e incertezas percebidos.

Riscos para este propósito, são os fatores que influem nas condições do mercado (oferta e procura por excelência), passíveis de gerenciamento. Incertezas são situações importantes mas que estão fora do controle (estripulias regulatórias e judicialização são “representantes” clássicos).

Decisões de contratação acabam portanto sendo razoavelmente complexas no Brasil pois as incertezas são percebidas como muito relevantes.

E assim a contratação de energia é uma questão que está ligada intimamente à adaptação (competitiva) às mudanças.

Sócio Fundador e Diretor Executivo da Interact Planejamentos Técnicos Empreendimentos e Participações Ltda. e responsável pelas áreas de engenharia, marketing e de vendas da empresa.

Energia: muito além das soluções técnicas!

5 de novembro de 2017

A maioria das áreas de conhecimento envolvendo as soluções técnicas abordam os processos decisórios como uma comparação entre alternativas para escolha daquelas que mais interessantes e convenientes.

A imagem mostra o caminho natural pela substituição de tecnologias mais eficientes. É óbvio que ninguém pensaria em utilizar lâmpadas incandescentes. Muito menos velas.

Mesmo assim, o aspecto intrigante das opções que são feitas no mundo corporativo, tem um tanto de subjetividade. Apesar, de não aparentar. Declaradamente, há uma sólida busca por escolhas racionais, transparentes e sobretudo passíveis de auditoria.

Se uma empresa prefere que o assunto “nasça” da área técnica para depois subir para os escalões executivos visando uma decisão, certamente o resultado será diverso daquele que ocorreria caso o caminho fosse o inverso. Pelo fato de que as premissas são diferentes, o jeito de pensar tem outra abordagem.

A provocação que apresento é a de que as soluções que são escolhidas no mundo real dependem do estabelecimento das condições de contorno. Geralmente abrangem temas técnicos, financeiros e de gestão. E aí as possibilidades se multiplicam exponencialmente!

Sócio Fundador e Diretor Executivo da Interact Planejamentos Técnicos Empreendimentos e Participações Ltda. e responsável pelas áreas de engenharia, marketing e de vendas da empresa.

Começa uma nova etapa!

3 de novembro de 2017

Foi uma jornada espetacular! Conheci gente super interessante, aprendi muito, criei novas soluções para os clientes da Interact, fui premiado no Brasil e nos Estados Unidos e é claro, fiz os meu erros também! Ganhei minha vida com energia! Agora, o que mais poderia desejar se não a deliciosa torta de maçã que só mesmo minha avó fazia?

Neste final de ano termina minha carreira de consultor proativo para o mundo corporativo, que foi incessantemente mirada no alcance e manutenção de resultados de excelência na contratação de energia, projetos físicos de sua produção, assim como no seu uso eficiente.

A partir de então passo a ser um conselheiro na área de energia contribuindo com a transferência de experiência para gerentes, diretores e conselheiros. Uma atividade mais “recatada”, sem a enorme correria do dia a dia em torno de agendas apertadas, resultados ambiciosos por serem cumpridos em prazos exíguos e uma cobrança implacável (dos interlocutores e de mim mesmo).

Foi uma experiência maravilhosa de 40 anos de duração. E aqui fica meu abraço com um enorme sentimento de gratidão!

Sócio Fundador e Diretor Executivo da Interact Planejamentos Técnicos Empreendimentos e Participações Ltda. e responsável pelas áreas de engenharia, marketing e de vendas da empresa.

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